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27.10.2010 por Joana Varon

Novo texto do PL sobre crimes cibernéticos embaralha conceitos de proteção de dados

Por Danilo Doneda via Observatório Brasileiro de Políticas Digitais

O Projeto de Lei sobre crimes cibernéticos (PL 84/99), também conhecido como projeto Azeredo, continua a tramitar na Câmara dos Deputados, com a sua aprovação pela Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). O relator, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), divulgou novo substitutivo, no qual alguns conceitos fundamentais relacionados à proteção de dados são tratados com pouco rigor técnico.

27.10.2010 por Koichi Kameda

STJ reduz prazo de patente de medicamento da Novartis

Justiça determinou que o medicamento Gleevec, indicado para o tratamento de leucemia cairá em domínio público em 2012. Novartis pleiteou a extensão da patente até o fim de 2013

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu encurtar em um ano a validade da patente do medicamento Gleevec, indicado para o tratamento de leucemia. O medicamento cairá em domínio público em 2012, como defendia o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e não em 2013, como pleiteava o laboratório Novartis.

A empresa havia vencido a disputa no Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, mas ontem a 3ª Turma do STJ reformou a decisão. O entendimento não surpreende. Em abril, a 2ª Seção da Corte unificou a posição das 3ª e 4ª Turmas no julgamento da patente do Viagra, da Pfizer, que caiu em domínio público em junho.

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26.10.2010 por Koichi Kameda

CTS-FGV Direito Rio e CGI.BR lançam o Observatório de Políticas Digitais

O Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (CTS-FGV) e o Comitê Gestor da Internet (CGI.BR) dão início à sua parceria lançando o Observatório Brasileiro de Políticas Digitais (www.observatoriodainternet.br).

O projeto é um passo rumo a uma maior transparência na formulação das políticas públicas relacionadas à Internet no Brasil, fomentando a participação ampla neste processo.

O projeto fará o monitoramento e análise em tempo real das iniciativas de regulamentação da internet no Brasil, bem como das políticas públicas com relação à rede. Além disso, irá monitorar desdobramentos internacionais, como Tratados Internacionais e outros fóruns que tenham impacto direto ou indireto sobre o Brasil. As análises estarão disponíveis através do site do Observatório e serão consolidadas anualmente em um documento chamado Anuário Brasileiro de Políticas Digitais.

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25.10.2010 por Koichi Kameda

A volta dos mortos-vivos

Por Ronaldo Lemos

FolhaTeen

VOCÊ JÁ deve ter ouvido falar na Lei Azeredo. É um projeto de lei para criminalizar a internet, correndo na Câmara dos Deputados.

Pela proposta, quem transferir músicas do iPod para o computador, mesmo que tenha pago por elas, está sujeito a uma pena de três anos de prisão.
O projeto ganhou esse apelido por causa de seu maior defensor, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG -que, no ano que vem, será deputado).

22.10.2010 por Koichi Kameda

Brasil defende direito de quebrar patente de remédios

Por Assis Moreira, Valor Econômico

Brasil, Índia e África do Sul juntaram forças para rejeitar pressões pela extensão de direitos de propriedade intelectual, e defenderam o uso efetivo de flexibilidades como licença compulsória, ou seja, quebra de patentes, para melhorar o acesso a remédios baratos.

A posição foi manifestada em concorrido seminário que os três países promoveram para a comunidade internacional, em Genebra, onde reuniram uma série de expositores para combater a “confusão jurídica” entre remédios falsificados e genéricos, atribuída a grandes laboratórios.

20.10.2010 por Koichi Kameda

15º encontro do Comitê Permanente de Patentes desenvolve agenda de eventos futuros

Por Joana Varon, tradução Koichi Kameda

O último dia de sessões do 15º encontro do Comitê Permanente de Patentes (SCP) da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) foi duro, cercado por controvérsias e falta de consenso a respeito de atividades futuras do Comitê.

Sessões plenárias foram suspensas e encontros informais ocorreram na maior parte do dia com base em documento preparado pelo Diretor, Maximiliano Santa Cruz, considerando propostas para trabalhos futuros. A proposta foi sublinhada após encontros informais na quinta, quando a presidência e a maioria dos países em desenvolvimento acharam que o consenso tinha sido atingido.

19.10.2010 por Koichi Kameda

Aprimorando o acesso ao domínio público: a Marca de Domínio Público

O Creative Commons anunciou o lançamento da sua Marca de Domínio Público , uma ferramenta que permite que obras livres de restrições conhecidas de direitos autorais sejam identificadas de maneira que passem a ser facilmente encontradas na internet. A Marca de Domínio Público, usada para marcar obras que não são mais protegidas por direito autoral, complementa a destinação ao domínio público promovido pela licença CC0, do Creative Commons , que possibilita aos autores renunciarem aos seus direitos previamente à expiração dos direitos autorais.

15.10.2010 por Koichi Kameda

Proposta do Diretor para que trabalhos futuros sejam discutidos hoje no Comitê Permanente sobre Direito das Patentes

Por Joana Varon, tradução: Koichi Kameda

Depois de uma semana de encontros informais controversos, o Diretor, Maximiliano Santa Cruz, preparou uma proposta para trabalho futuro do Comitê (SCP). A proposta será analisada pelos Estados membros, organizações governamentais e não governamentais hoje, sexta, último dia de encontro.

Parece um passo adiante considerando demandas de ambos os lados: demandas de países menos desenvolvidos (LDC) de endereçar as recomendações da Agenda de Desenvolvimento e compreensão mais aprofundada sobre exceções e limitações, mas também interesses dos países em desenvolvimento sobre privilégios cliente-advogado e qualidade das patentes. No entanto, o objetivo foi estabelecer tópicos para permanecerem na Agenda que serão mais debatidos no 16º encontro do SCP, para que seja eventualmente transformado em deliberações práticas.

14.10.2010 por Koichi Kameda

Grupo B lança proposta de trabalho futuro no Comitê Permanente de Patentes da OMPI

Por Joana Varon, tradução: Koichi Kameda

O segundo e o terceiro dias do 15º encontro  do Comitê Permanente de Patentes (SCP) podem ser caracterizados como uma variação entre sessões abertas e encontros informais, nos quais os tópicos a seguir são abordados:

Durante as sessões formais, os seguintes estudos preliminares foram discutidos:

- Padrões e patentes

- Exclusão de matéria patenteável e exceções e limitações aos direitos

A maior controvérsia surgiu com as discussões a respeito do segundo estudo, porque, enquanto os representantes de alguns países e empresas consideraram que esse estudo descritivo sobre a legislação nacional eram suficientes, o Grupo da Agenda de Desenvolvimento e outros países e organizações não governamentais consideram que há uma necessidade de aprofundar a discussão e a análise. Assim, apoiaram a proposta brasileira de um estudo mais pragmática sobre a matéria, compreendendo não apenas os mecanismos previstos na legislação de cada país, mas também as dificuldades para a sua implementação na prática. Essa foi a posição adotada em nossa declaração, A2K Brasil, em nome do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS/FGV). A questão de como patentes compulsórias têm sido usadas foram lembradas algumas vezes, tanto pelos Estados Membros, mas também por organizações como Knowledge Ecology International, Third World Network e ALIFAR, requeremente uma análise mais profunda. A. Free Software Foundation Europe também fez uma declaração imperativa spbre padrões e patentes que ensejam controvérsia, principalmente com ICC and EPO.

14.10.2010 por Joana Varon

Debate sobre Música Independente e Direitos Autorais

Por: Centro Cultural SP

A cena independente no Brasil teve uma grande expansão a partir dos anos 1980, sobretudo com a chamada “vanguarda paulistana”. Utilizando as tecnologias de gravação inovadoras que surgiam no momento e incorporando, também, a atitude do “faça você mesmo” de influência punk no final dos anos 1970.

OMPI

12.10.2010 por Joana Varon

Declaração do CTS/FGV na reunião do Comitê de Patentes (SCP15) da OMPI

No segundo dia da 15 ª Reunião do Comitê de Patentes da Organização Mudial da Propriedade Intelectual, quando o espaço foi aberto para declarações das organizações da sociedade civil, a pesquisadora Joana Varon, coordenadora do projeto A2K Brasil, proferiu, em nome do Centro de Tecnologia e Sociedade,  o statement traduzido abaixo:

12.10.2010 por Joana Varon

Public Domain Calculators

Public Domain Calculators from Open Knowledge Foundation on Vimeo.

07.10.2010 por Joana Varon

Dias de Open Video Conference – breve relato

Via Aliança do Vídeo Livre por VJ Pixel

Um breve relato e alguns links interessantes que rolaram nas apresentações da Open Video Conference.
Dias intensos, quatro salas e muitas pessoas e conversas no caminho.
Infelizmente, não tivemos conexão durante os dias do evento para atualizar em tempo real, mas em breve os vídeos estarão disponíveis no site da conferência, e através da tag #ovc10 dá pra achar muito conteúdo linkado pelos participantes.

1 de outubro:

Chegamos às 6 da manhã, chuvosa.

Toda a equipe preparando as salas, equipamentos, organizando para a chegada dos convidados.
Uma grande equipe, ajeitando cada detalhe da agenda: cadastramento, palco, receptivo, logística técnica, filmagem, fotografia, etc.

Foram 30 apresentações (sem contar os encontros e conversas informais, que rendem sempre ótimos temas) ocorrendo paralelamente nos espaços do Fashion Institute Technology.


Temas para todos os gostos: infraestutura, arquitetura da informação, acessibilidade, criatividade e inovação nas comunicações de rede, remix, metadados e muitas, muitas pessoas vislumbrando os usos da jovem atualização do HTML5: na apresentação de players, streaming em formatos abertos, arquivos de mídia para acervos, advertising, etc.

Muitas empresas, pessoas, Ong’s e coletivos apresentando suas formas para a apropriação de conteúdo, seja hackeando dados públicos (vide Metavid.org ), formas de lidar com conteúdo em copyright (vide Fairuseproject ), ou como entender a sutil diferenças entre análises aproximadas ou monitoramento, trackeando os acessos, dados analíticos de seu website para melhor entender os usuários (vide KantarVideo ).

Muitas demonstrações de projetos nos quais a apropriação dos meios de produção e conteúdo transformam os olhares na web, gerando meios de acesso ( vide BitTorrent ), formas de protagonismo (vide Workbook project), gerenciamento autônomo (vide pan.do/ra e PBCore 2.0).

Pra fechar, uma boa fala sobre remix, envolvendo projetos que se utilizam de outros conteúdos para expressão própria.
Dê uma olhada em Popculturepirate (também no http://elisakreisinger.wordpress.com/video/captivity/),
Thisiswhereidothings.com e esse vídeo do Fall on your sword.

Muito bom!

2 de outubro:

Cooperação, articulação, mídias e direitos humanos, inovação, educação.

No segundo dia de conferência, a correria de uma sala para a outra fez valer o cansaço: as palestras estavam bastante voltadas à ação, intervenção social e demonstrativos de projetos acontecendo por aí no mundo livre.

Aliás, muito bom ver a sessão de lightning talks.
Apresentações objetivas de iniciativas inteligentes e criativas no uso da internet, assim: pá-pum.
(lá vem a chuva de links)

Cooperação entre países, juventude e direitos humanos:
Unculturedprojects, by Shawn

Música, remix, colaboratividade:
Opsound, by San Randolph

Arte visual, desenvolvimento e fractais:

Electric Sheep, by Scott Draves

How the creativity will be compensed?

Vídeo e remix:
Rebellious pixels
, by Jonathan Mcintosh

Desenvolvimento, XML, arte:
Graffiti Markup Language, by FAT

Entre muitos outros.

Graffiti Markup Language

Ah! Destaque: Walking the edit, um aplicativo para o Iphone que desenha com ajuda do GPL o caminho filmado em um mapa gráfico. Colaborativo, claro.

Houve, além das discussões sobre ferramentas livres em novas mídias para a educação (vide Matterhorn e OpenVault) e educação mobile ( EOI’s m-learning), preservação de acervos audiovisuais (vide Open Images entre outros).

Houve também discussões sobre padrões para o vídeo livre, estratégias e modelos de produção, e cenários locais para o Vídeo Livre na Índia e Brasil.

Sim, foi a mesa para a qual a Aliança do Vídeo Livre foi convidada a participar, com participação de Joana Varón, da Fundação Getúlio Vargas – Rio, que falou um pouco do andamento das questões da Reforma da Lei de Direitos Autorais e Marco Civil da Internet, Fabrício Solagna, da Associação Software Livre sobre o desenvolvimento da ferramenta de webcasting Landell, o Felipe Sanches falando sobre oe recém lançado Universal subtitles, e Pedro Markun e Vj pixel falaram um pouco do cenário das políticas para vídeo no Brasil, políticas públicas, e o que a Aliança fez e precisa fazer mais para de fato movimentar a idéia. A apresentação da Pesquisa de Vídeo Livre no Brasil reforçou a afirmação de algun dados, além de apontar algumas direções para as políticas públicas no tema.

Mesa da Aliança do Vídeo Livre na OVC

Foram citadas a necessidade de ampliar o diálogo com uma comunidade pelo vídeo livre, ampliar o conhecimento no desenvolvimento de eventos, material educativo e informativo, ampliar a articulação e o comprometimento de empresas e pessoas que estão movendo os projetos na internet.br para realmente afirmarmos um cenário e uma aliança pelo vídeo livre.

A apresentação breve do desenvolvimento do plugin de wordpress para streaming Pari Passu e da aplicação Lico, desenvolvidos aqui na PixelMM por Miguel Peixe, e a Videre, plataforma que está sendo desenvolvida em parceria entre o MinC, PixelMM e Holoscópio também ampliaram o panorama do que estamos fazendo por aí.

3 de outubro – HAck LAb

Hack Lab

Passamos o dia em conversas informais pelos espaços do Hack Lab.
Nada melhor para conhecer o que andam fazendo e mostrar o que estamos fazendo.
Foram mais de 4 salas cheias de pessoas bastante concentradas em seus computadores, trocando links, projetos, soluções técnicas para projetos.

É bastante interessante ressaltar a presença de muitos brasileiros no evento, em torno de 10 pessoas, de diferentes projetos e organizações (e independentes também).

Foi interessante perceber o fascínio e a constatação unânime das pessoas de outras nacionalidades que sinalizam uma grande curiosidade sobre como nós brasileiros estamos despontando no desenvolvimento, uso e criação com o software livre e cultura livre. Aonde dizíamos ser brasileiros vinha a pregunta: “wow! You guys are really using creative commons in Brazil, aren’t you?” ou “Hey, are the government supporting open software there?”.

Espaços e mesas abertas para o diálogo na OVC

Ainda temos um grande caminho para fazer as coisas realmente andarem de forma mais sustentável no Brasil, mas que estamos bem perto, e com um cenário de ações e pessoas brilhantes, é fato.

Ficamos por aqui.

Procurem os relatos através da tag Ovc10 e aprofundem as observações. Foram dias de intensa produção de projetos pra lá de interessantes.

Até o próximo!

04.10.2010 por Koichi Kameda

Indicadores mostram queda em pedidos de patentes em 2009 e sinal de recuperação em 2010; China é que contém o decréscimo

Por Guilherme Gorgulho

Inovação Unicamp

O número de pedidos de patentes caiu em 2009, informa a Organização Mundial de Propriedade Intelectual nos seus Indicadores Mundiais de Propriedade Intelectual 2010, divulgados em setembro. A informação de que o decréscimo foi de 2,7% em relação a 2008 ainda não é a final — refere-se a dados dos oito maiores escritórios de patentes, que respondem por 80% do movimento de proteção à propriedade intelectual do mundo. Os dados indicam a tendência de queda mundial em 2009, mas a OMPI ainda não compilou os dados de todos os escritórios — são 110 — para apresentar o resultado definitivo.

Se confirmada a tendência, 2009 será o primeiro ano em que os pedidos de registros caem em número absoluto. O decréscimo não atingiu igualmente os pedidos feitos por residentes e por não residentes. Na média dos países, caiu mais o número de depósitos feitos por não residentes — na interpretação da OMPI, “sugerindo mais concentração de curto prazo nos mercados domésticos”.