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31.05.2011 por Joana Varon

Contribuição e crítica do CTS à “última fase da revisão da Lei de Direitos Autorais”

Após anos de debate aberto e transparente para a reforma da lei de direitos autorais, o Ministério da Cultura, agindo contrariamente à postura diálogo aberto e colaboração estabelecida até então, solicitou que, entre os dias 25 de abril e 30 de maio, a sociedade enviasse, por meio de formulários postados diretamente para o MinC, suas contribuições para a chamada “última fase da revisão da LDA”.

O Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (CTS-FGV) acredita que a atual etapa do processo de consulta, que se desenrola sem transparência e sem garantia da devida publicação de seu teor na Internet, contraria práticas recentes e bem sucedidas do uso da rede para promover a democracia participativa, modelo pelo qual o Brasil vem se destacando como referência internacional. O envio das contribuições de maneira fechada e unilateral (que não permite comentários) de formulários inviabiliza um verdadeiro debate entre o poder público, a sociedade civil, a academia, a indústria cultural e demais interessados, afastando-se das diretrizes que regem a atuação da Administração Pública e representa, portanto, um retrocesso em relação a todo o caminho percorrido ao longo dos últimos anos.

Ainda assim, oferecemos aqui nossas contribuições referentes aos seguintes pontos, que julgamos mais relevantes dentro daqueles destacados pelo MinC para análise e aperfeiçoamento: limitações aos direitos do autor; usos das obras na internet; reprografia das obras literárias; gestão coletiva de direitos autorais e supervisão das entidades de cobrança e distribuição de direitos.

Espera-se que, ao final dessa fase de consulta, o Ministério da Cultura cumpra com o compromisso de aprimorar a legislação autoral, assegurando a transparência e supervisão das entidades de gestão coletiva, a proteção do autor e o acesso aos bens culturais de maneira condizente com o que foi ressaltado como importante pela sociedade.

26.05.2011 por Joana Varon

Remixofagia – Alegorias de uma revolução

from FLi Multimídia on Vimeo.

24.05.2011 por Joana Varon

SDE deve pedir condenação do Ecad por prática de cartel

Fonte: Valor Econômico – 24/05/2011, por Juliano Basile
A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça deve pedir a condenação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) por prática de cartel. A razão principal é a fixação arbitrária de percentuais de direitos autorais pelo escritório e pelas associações filiadas. O processo contra o Ecad foi aberto pela SDE em julho de 2010 para apurar a forma como as associações de artistas e o escritório estipulam os valores que devem ser pagos pelos direitos autorais. A queixa partiu das empresas de TV por assinatura, que pagam 2,55% de sua receita bruta, ou mais de R$ 250 milhões por ano.

04.05.2011 por admin

Ministra na berlinda

Estadão

Cresce a possibilidade concreta de a presidente Dilma Rousseff trocar a chefia do Ministério da Cultura. Após 5 meses à frente da pasta, a ministra Ana de Hollanda dá sinais de esgotamento e isolamento – e fontes do governo dizem que a presidente está incomodada com a “paralisia” no setor cultural. No Congresso Nacional, os deputados da base de apoio ao governo já pressionam fortemente para que seja tomada uma decisão que destrave o MinC – falando abertamente na demissão da ministra.

“Uma pessoa não pode continuar no Ministério da Cultura para barrar uma política que já foi aprovada nas urnas. É isso que está em jogo. Se não existisse uma política construída, poderíamos ter um grau de tolerância maior (em relação à ministra), mas se ela achar que não pode conduzir essa política, deve ser substituída. Senão, pode acabar respingando na presidenta”, disse o deputado José Nazareno Cardeal Fonteles, do PT do Piauí.

03.05.2011 por Koichi Kameda

Seminário apresenta os resultados de pesquisas sobre acesso a medicamentos no Brasil

Na última sexta-feira, foi realizado em São Paulo o seminário “Acesso a Medicamentos no Brasil: Registro Sanitário, Patentes e Projetos de Lei”. O evento, organizado pelas ONGs ABIA e Conectas Direitos Humanos, teve como objetivo a apresentação dos resultados de duas pesquisas sobre acesso a medicamentos no Brasil, além da discussão sobre a atual situação dos medicamentos usados no combate à AIDS no país.

As discussões se concentraram, basicamente, em três mesas. Na primeira mesa, a advogada Marcela Vieira, do Conectas, apresentou os resultados de um estudo sobre a adequação legislativa na área de sáude pública no Brasil.  A pesquisa identificou que o país deixou de adotar algumas das medidas de proteção à saúde consagradas internacionalmente, mas adotou medidas prejudiciais não decorrentes de acordos internacionais, como é o exemplo clássico das patentes pipeline.  Também foram levantados os projetos de lei sobre o tema, dentre os quais 12 estabelecem medidas de proteção à saúde pública, como o PL 22/03, que inclui medicamentos para prevenção e tratamento de AIDS, e processos para sua obtenção, entre as matérias não patenteáveis; e outros 4 PLs restringem essa proteção, como o PL 6.654/04, que pretende inserir a prática do linkage no ordenamento jurídico brasileiro. No final da apresentação, a advogada destacou a necessidade de se analisar também a legislação em biotecnologia, em razão do papel da área no desenvolvimento de produtos farmacêuticos, o que deve ser o próximo passo da pesquisa. O debator da mesa, Prof. Newton Silveira, questionou a certeza quanto ao papel das patentes na promoção do desenvolvimento econômico e defendeu a permanência da ANVISA na concessão de patentes farmacêuticas.