19.09.2011 por Joana Varon

Dilma defende quebra de patentes de medicamentos em discurso na ONU

Por: Luciana Antonello Xavier, correspondente de O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff defendeu a quebra de patente de alguns medicamentos em seu discurso na abertura da Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas, na sede da ONU, em Nova York, nesta segunda-feira, 19. A presidente voltou a afirmar que é favorável à quebra nos casos de remédios para tratamento de algumas doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, e acesso gratuito a medicamentos para população de baixa renda para tratar essas doenças.

Em seu discurso, Dilma afirmou que 72% das causas não violentas de óbito entre pessoas com menos de 70 anos são com pessoas com essas doenças e aproveitou para destacar programas brasileiros. “A defesa ao acesso dos medicamentos e prevenção devem andar juntos”, ressaltou.

Dilma está em Nova York para participar Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Na quarta-feira, 21, a presidente fará o discurso de abertura da assembleia, no qual defenderá o reconhecimento do Estado palestino. É a primeira vez que uma mulher abre uma sessão da ONU.

15.09.2011 por admin

Nova regra da UE não atende ao Brasil na OMC

Valor Econômico

Janaína E. P. Faria

Em maio de 2010, o Brasil e a Índia ingressaram oficialmente com pedido de consultas no âmbito do Mecanismo de Solução de Controvérsias da Organização Mundial de Comércio (OMC) questionando a legalidade das apreensões de medicamentos genéricos em trânsito executadas em portos europeus. Entre 2008 e 2009, ao menos 18 carregamentos de medicamentos de origem indiana e chinesa em rota para países da América Latina, África e Oceania foram interceptados e, em alguns casos, destruídos por autoridades aduaneiras de países europeus. Os carregamentos continham medicamentos utilizados para o tratamento de HIV/AIDS, esquizofrenia, Alzheimer, colesterol, hipertensão, entre outros.

O caso da apreensão em dezembro de 2008 de 570 kg de Losartan Potassium, princípio ativo utilizado para a produção de medicamentos anti-hipertensivos, motivou o Brasil a recorrer à OMC. O fármaco havia sido produzido legalmente na Índia e estava a caminho do Brasil. Apesar de não ser protegido por patente em ambos os países, a carga foi confiscada na Holanda, país onde a transnacional Merck Sharp & Dohme (MSD), em conjunto com a Du Pont, detém sua patente.

Os oficiais de aduana executaram a detenção da carga com base na aplicação do Regulamento CE 1383/2003 da União Europeia (UE) – relativo a medidas de fronteira contra bens suspeitos de infração de certos Direitos de Propriedade Intelectual (DPIs). O embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, comentou a decisão de ingressar com pedido de consulta na OMC contra a UE e a Holanda declarando que “O Regulamento (CE 1383/2003) em si é ilegal”. O então ministro de Comércio da Índia, Anand Sharma, declarou que “as ações tomadas não foram somente Trips-plus, mas ‘Trips-ilegais”.

A declaração do ministro indiano faz referência ao Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio (Trips, acrônimo em inglês), o qual regula no âmbito da OMC as regras relativas aos DPIs e Comércio. Além do Acordo Trips, o Brasil e a Índia alegam que as medidas europeias de aduana violam um princípio fundamental do comércio internacional: a liberdade de trânsito de mercadorias pelas rotas mais convenientes (Artigo V do GATT). Duas rodadas de consultas conjuntas do Brasil e da Índia com a UE foram realizadas junto à OMC, em julho e setembro de 2010 (casos DS408 – Índia/DS409 – Brasil). Concluída a fase de consultas, a UE se comprometeu a tomar medidas necessárias para evitar futuras apreensões injustificadas e para proteger o comércio legítimo.

Em junho deste ano, a Comissão Europeia apresentou a proposta de um novo regulamento, que substituiria o Regulamento CE 1383/2003. A proposta foi enviada para o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu para comentários e aprovação. Medidas ainda mais agressivas foram incorporadas ao novo regulamento, que expande o escopo de DPIs coberto pelo anterior. O procedimento simplificado para destruição de bens suspeitos de violação de DPIs (sem que haja necessidade de determinar se um DPI infringe ou não a lei nacional) se tornará compulsório para todos os membros da UE, caso o novo Regulamento entre em vigor. Além disso, marcas similares foram incluídas no escopo de violação de direitos de marca, o que pode provocar mais detenções equivocadas de medicamentos, haja visto que tanto os medicamentos de referência como os genéricos e similares geralmente se baseiam na Denominação Comum Internacional (DCI), isto é, no nome da substância farmacológica, para comercializarem seus produtos.

O caso da apreensão em maio de 2009 na Alemanha de 3 milhões de pílulas de Amoxicilina em rota para República de Vanuatu sob alegação de infração do direito de marca ‘Amoxil’ da transnacional farmacêutica GlaxoSmithKline é emblemático. A Amoxicilina é a DCI de um antibiótico básico, livre de patentes e marcas registradas.

Com o novo Regulamento, a UE não cumpre sua promessa, selada ao fim das rodadas de consultas junto à OMC, de atender às demandas da Índia e do Brasil, visto que um medicamento em trânsito ainda poderia ser apreendido, adjudicado como uma violação, e então destruído, mesmo se produzido legalmente no país de origem e destinado para uso legal no país final de importação. Assim, tanto a Índia como o Brasil poderiam iniciar um painel de disputa na OMC contra a UE, já que não foram contemplados com as medidas tomadas pela UE.

A Índia, entretanto, aceitou em julho deste ano um termo de entendimento proposto pela UE em que se compromete em não iniciar um painel de disputa na OMC em troca da adoção pela UE de um guia para seus oficiais de aduana, alertando-os para não apreenderem medicamentos em trânsito a não ser que tenham evidências de que os produtos entrarão no mercado europeu, infringindo assim direitos patentários na UE. Com o termo de entendimento, a Índia suspende temporariamente o caso aberto na OMC (DS408), que será retirado oficialmente quando a UE modificar efetivamente seu Regulamento. A postura da Índia é um retrocesso, já que abre mão não apenas de uma alteração formal imediata na legislação europeia que impeça retenções infundadas de medicamentos genéricos, mas também ao direito de reparações aos danos das apreensões previamente realizadas.

Até o momento, o Brasil não se manifestou sobre seus próximos passos junto à OMC. Vale lembrar que a produção de genéricos tem sido atacada de diversas formas, sendo as apreensões uma das mais novas estratégias que acarreta graves prejuízos de curto prazo. Acionar a OMC foi condizente com o posicionamento internacional do Brasil no tema do acesso a medicamentos e com o compromisso de prover assistência farmacêutica para população, garantida pela Constituição Federal. Além disso, a produção nacional de medicamentos se baseia fundamentalmente na transformação de princípios ativos importados em formas farmacêuticas acabadas. Ao dificultar a importação desses produtos, o Regulamento europeu afeta a cadeia produtiva farmacêutica brasileira.

O Brasil tem, portanto, credibilidade e motivos de sobra para seguir enfrentando esse regulamento “ilegal”. Nesse sentido, um recuo como o da Índia traria impactos muito negativos para a utilização de medicamentos genéricos como um modo de atender necessidades de saúde pública.

Janaína E. P. Faria é economista, mestranda em Política Científica e Tecnológica/Unicamp e membro do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual (GTPI/Rebrip).

02.09.2011 por jheleiosa

Discussão sobre Enforcement e Internet no Global Congress para a construção de uma agenda positiva

Durante o Global Congress on Intellectual Property and the Public Interest, que aconteceu entre os dias 25 e 27 de agosto de 2011 em Washington DC, nos Estados Unidos, foram discutidos diversos temas referentes ao atual cenário da propriedade intelectual no mundo, tentando vislumbrar até onde o interesse público é levado em conta na produção de políticas. Diante da enorme dificuldade encontrada em se balancear o debate e os interesses que giram em torno das dimensões da propriedade intelectual, a ideia de incentivo à inovação real e respeito ao interesse público permanece latente. Para isso, a proposta do evento era justamente a construção de uma agenda positiva para guiar pesquisas e políticas a serem implementadas na próxima década, a fim de maximizar a inovação cultural e tecnológica de acordo com os interesses globais, renovando assim a comunidade envolvida nessa problemática. Com uma dinâmica diferente, foi priorizada a discussão dos temas abordados, a consolidação de redes e o compartilhamento de experiências, com o trabalho focado em dois tracks principais: Acesso aberto, limitações e exceções; e enforcement, comércio e desenvolvimento. Merece destaque a mesa que ocorreu no dia 26 de agosto, chamada Enforcement and the Internet, moderada por Pedro Mizukami do CTS-FGV e que contou com a participação de diversos especialistas para debater o tema proposto, fomentando também a discussão com o público presente. A mesa pretendia levantar pontos que ajudassem no delineamento da Declaration on Enforcement & the Internet, que traz à tona a articulação em torno da recente emergência de tendências de enforcement dos direitos referentes à propriedade intelectual, principalmente no ambiente digital  - que se manifestam através do bloqueio de sites, filtragem de conteúdo e a desconexão de usuários que violam essas regras, por exemplo. Há por trás dessas medidas um complexo contexto de interesses de muitos atores, como a indústria, o governo e a os intermediários de acesso à Internet, que são colocados acima da liberdade de expressão e não raramente, dos direitos humanos. A  Declaration on Enforcement & the Internet, que fará parte da Global Congress Declaration, começou a se desenvolver durante a mesa, e se prolongou no dia 27 ao longo de sessões dedicadas a enquadrar o discurso em torno do enforcement de modo a beneficiar o interesse público através de políticas concretas. Discutiu-se, entre outras coisas, quais medidas poderiam ser tomadas para conter o bloqueio e a filtragem de conteúdo; quais soluções podem ser sugeridas para proteger a neutralidade da rede; como utilizar a proteção de dados e a privacidade para incrementar o balanço de práticas; como lidar com preocupações como segurança e proteção de crianças sem causar impactos negativos na Internet; entre outras. A mesa foi composta por representantes de diversos países, que trouxeram um pouco dos problemas enfrentados em cada um deles e sua posição no contexto global de enforcement, notando-se de fato um aumento significativo de medidas punitivas e criminalizantes no decorrer da última década, com destaque para a privatização do enforcement – uma vez que o governo de vários países tem passado a responsabilidade de vigilância e punição aos intermediários da Internet, como os provedores de acesso. Há uma convergência de opiniões no que diz respeito ao questionamento do enforcement e à necessidade de se construir uma exceção legal para materiais disponíveis online para uso individual e sem lucro. O problema dos intermediários também foi apontado pela representante presente da EFF, que colocou ainda a questão do desrespeito ao usuário que esses atores exercem sem serem regulados. Fica claro que há um consenso quanto aos problemas trazidos pelas atuais medidas de enforcement e o novo papel dos intermediários nesse cenário, deixando clara a urgência necessária de se construir políticas mais coerentes com as possibilidades da Internet e a liberdade do usuário.

02.09.2011 por Koichi Kameda

Evento global sobre PI e interesse público discute impacto de novos acordos para o acesso a medicamentos

Entre 25 e 27 de agosto, Washington DC foi palco do primeiro Congresso Global sobre Propriedade Intelectual e Interesse Público (Global Congress on Intellectual Property and the Public Interest). O evento, cuja proposta foi reunir acadêmicos, ativistas e policymakers para a construção de uma agenda positiva de pesquisa e políticas envolvendo propriedade intelectual, teve especial relevância para os movimentos de acesso a medicamentos.
Durante o evento, foram lançados estudos comissionados pelo Partido Verde da União Europeia sobre o ACTA (“ACTA and Access to Medicines” e “ACTA and the European Convention on Human Rights & the EU Charter of Fundamental Rights“) e sobre o Acordo TTP (“Trans Pacific Partnership”). Os especialistas destacaram a importância de se monitorar tais iniciativas, cujas negociações, a despeito de pouco transparentes, buscam aumentar de todas as maneiras o escopo de proteção da propriedade intelectual, podendo causar impacto a longo prazo em políticas de acesso a medicamentos.
Em paralelo, outro evento internacional discutia a mesma questão, a Conferência Internacional sobre AIDS na Ásia e no Pacífico (ICAAP10). Ao contrário do evento de Washington, que não teve grandes embates, exceto os intelectuais, ativistas sul-coreanos que protestavam pacificamente contra a realização de Acordos de Livre Comércio na região da Ásia-Pacífico com a União Europeia e os Estados Unidos foram reprimidos pela polícia e, alguns, presos. Tais Acordos ameaçam o acesso a ARVs genéricos, na medida em que demandam o aumento da proteção de direitos de propriedade intelectual. A Coreia do Sul assinou Acordos com União Europeia e EUA, pendendo o último de ratificação pelo Parlamento; os ativistas marchavam com o objetivo de apontar o perigo do Acordo para políticas de acesso a medicamento.
A proposta de agenda positiva da PI será consubstanciada na Declaração de Washington sobre Propriedade Intelectual e Interesse Público, a ser lançada na próxima segunda-feira, dia 5.

25.08.2011 por Joana Varon

Marco Civil da Internet chega ao Congresso

Fonte: Blog do Deputado Paulo Teixeira

Depois de uma série de rodadas de debates colaborativos e consultas governamentais, a presidenta Dilma Rousseff enviou nesta quarta-feira (24) à Câmara o texto do projeto de lei (PL 2126/11) que estabelece o Marco Civil para regular princípios, garantias, direitos e deveres dos usuários de internet no Brasil. A assinatura da presidenta, despachando o texto para a Câmara, será publicada amanhã, dia 25, no Diário Oficial. A data de envio do anteprojeto coincidiu com a realização de seminário pela Comissão de Ciência e Tecnologia, que debateu, entre outros assuntos, a necessidade urgente de tramitação desse marco regulatório na Câmara para fazer frente ao Projeto de Lei 84/99, relatado pelo deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Leia mais…

09.08.2011 por Joana Varon

Evento reunirá Lawrence Lessig, Gilberto Gil, Danilo Miranda, Ronaldo Lemos e outros para discutir política cultural e direitos autorais

Enviado por Paula Martini, ter, 09/08/2011 – 13:58

Dia 24 de agosto de 2011 será um dia especial para a discussão de políticas culturais no Brasil. Em evento no Auditório do Ibirapuera em São Paulo estarão reunidos, a partir das 20h, alguns dos principais nomes que pensam a política cultural no Brasil e internacionalmente.

A mesa será formada por Lawrence Lessig, professor da universidade de Harvard e renomado especialista em direito autoral (co-fundador do projeto Creative Commons), Gilberto Gil, músico e ex-ministro da cultura, Danilo Miranda, diretor geral do SESC São Paulo, Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedae da Fundação Getulio Vargas, Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e Claudio Prado, da Casa de Cultura Digital de São Paulo e a deputada Manuela D´Ávila.

O evento é organizado pelo Auditório Ibirapuera, dentro da série Pensar Música, em parceria com o Instituto Overmundo, o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e a Casa de Cultura Digital.

A entrada é franca, por ordem de chegada, até completar a capacidade de 800 lugares. Haverá disponibilização de 200 fones de tradução simultânea.

14.07.2011 por Joana Varon

Mais uma vez, PL de cibercrimes é duramente criticado em audiência pública

O PL 84/99, também conhecido como PL Azeredo ou de cibercrimes, que pretende tipificar crimes cometidos por meio da Internet sob uma ótica de censura e controle da rede, entrou em pauta novamente. Nesta quarta-feira (13) de julho, foi alvo de discussão em uma audiência pública promovida pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Direitos Humanos e Minorias; e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

A audiência foi proposta quando, no dia 29 de junho, a Comissão de Ciência e Tecnologia adiou a votação, para aprofundar o debate. O Centro de Tecnologia e Sociedade já realizou uma série de estudos críticos no decorrer dos debates sobre o PL , sendo o último deles um estudo sobre seu  substitutivo, proposto ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Leia mais…

01.07.2011 por Joana Varon

MJ recomenda condenação do Ecad por prática anticompetitiva

Fonte: G1

A SDE (Secretaria de Direito Econômico) do Ministério da Justiça recomendou nesta quinta-feira (1) a condenação do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e das seis associações da classe que o compõem por conduta lesiva à concorrência. O órgão cuida da recolhimento e repasse dos direitos de músicas no Brasil.

Segundo o parecer SDE divulgado no Diário Oficial da União, os grupos “fixam, de forma concertada, valores unificados a serem cobrados por direitos autorais relativos à execução pública das obras musicais, lítero-musicais e fonogramas, bem como pela imposição de critérios abusivos e indiscriminados para o ingresso de novas associações no sistema de gestão coletiva instituído pela Lei nº 9.610/98″.

A acusação de formação de cartel, de tabelamento de preços e barreiras que impedem a criação de novas associações foi encaminhada ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) A SDE recomenda que o Ecad mude seu estatuto para que cada associação possa fixar seu próprio preço com o objetivo de promover a concorrência desse setor.

As seus associações que compõem o Ecad são:  União Brasileira de Compositores, Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais, Associação Brasileira de Música e Artes, Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes, Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música e Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais.

30.06.2011 por Joana Varon

The Power of Open: O direito autoral em debate

Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV DIREITO RIO e Creative Commons lançam livro sobre cultura de compartilhamento

Hoje, dia 30 (quinta-feira) de junho, às 19h, será realizado na FGV DIREITO RIO o lançamento do livro The Power of Open. A obra, disponível em nove idiomas incluindo o português, apresenta mais de 30 casos de sucesso de produtos e serviços gerados a partir do compartilhamento de conteúdo e da colaboração, destacando o papel das licenças Creative Commons no fomento à inovação na era digital. O evento é uma iniciativa do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV DIREITO RIO em parceria com o Creative Commons.

Ao fim do evento, será servido um coquetel e haverá exemplares do livro disponíveis aos presentes. Leia mais…

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23.06.2011 por Joana Varon

Alguns passos adiante rumo a um tratado para facilitar o acesso ao conhecimento para pessoas com deficiência visual

A missão brasileira na OMPI tem feito um árduo trabalho durante a reunião do Comitê de Direito Autoral e Conexos (Standing Committee on Copyright and Related Rights – SCCR), na Organização Internacional de Propriedade Intelectual (OMPI) para aprovar um texto de recomendação para exceções e limitações à proteção do direito de autor em favor de deficientes visuais e pessoas com dificuldades para ler materais impressos.

A Convenção pelos Direitos de Pessoas com Deficiência, adotada em 13 de dezembro de 2006 no âmbito da ONU, estabelece princípios de não discriminação, igualdade de oportunidade e acesso para as pessoas com deficiência. As discussões desse tratado de direito humano chamam também a atenção para os desafios das pessoas com deficiência no que diz respeito ao acesso à materiais educacionais, de pesquisa e acesso à informação e comunicação. Leia mais…

17.06.2011 por Joana Varon

“Imaginem um mundo sem direitos de autor nem monopólios”: livro de Joost Smiers e Marieke van Schijndel disponível em português

Acaba de ser publicada a versão em português do livro “Imaginem um mundo sem direitos de autor nem monopólios”, que pode ser livremente acessado neste link para download.

O livro dos pesquisadores holandeses Joost Smiers e Marieke van Schijndel analisa os mercados culturais e identifica duas forças que contribuem para a monopolização desses mercados: o copyright e os grandes conglomerados, mais ainda no campo digital do que no chamado mundo antigo. Smiers e van Schijndel defendem que, sob uma perspectiva democrática, tal cenário não é aceitável, e questionam o que poderia acontecer se os direitos de autor fossem abolidos e a dominação do mercado cultural fosse dilapidada, combinando-se isso à revitalização da competição ou a políticas antitruste.

Segundo os autores, como resultado haveria uma mudança fundamental na posição dos artistas, gerando uma situação econômica melhor distribuída para a maioria, e correspondentemente diminuindo o rendimento dos artistas de grande renome. Ao mesmo tempo, seria resguardado o domínio público do conhecimento e criatividade, que de acordo com o argumento do livro não mais seriam privatizados.

Os autores

Joost Smiers é professor de ciência política das artes e pesquisador no Grupo de Investigação sobre Arte e Economia na Escola Superior das Artes de Utrecht (Holanda). O seu livro “Arts Under Pressure. Promoting Cultural Diversity in the Age of Globalization” foi traduzido em dez línguas. Escreveu com Nina Obuljen Unesco’s Convention on the Protection and Promotion of the Diversity of Cultural Expressions. Making it Work (Zagreb, 2006). Tem em preparação um estudo sobre o ruído: “A quem pertence o espaço público?”. Vive em Amsterdã.

Marieke van Schijndel é diretora do Museu Catharijne Couvent de Utrecht, depois de ter sido diretora-adjunta da Fundação Mondriaan, que financia atividades (internacionais) nos domínios das artes plásticas e da patrimônio cultural. Tem uma pós-graduação em Administração de Empresas na Universidade Concordia de Montreal, estudou ciências do teatro, do cinema e da televisão. Vive em Utrecht.

15.06.2011 por Joana Varon

Sinais preocupantes: o PNBL em momento crítico

Via Campanha Banda Larga

Editorial da campanha “Banda Larga é um direito seu!”

Nas últimas semanas, sucederam-se vários fatos com impacto direto no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Quem não acompanha de perto o setor teve dificuldades de entender os sinais dados pelo Ministério das Comunicações. Mesmo para quem acompanha não ficou tudo esclarecido, mas alguns sinais são bem evidentes. E bem preocupantes.

Antes de tentar entender o momento atual, um prólogo importante: países hoje na ponta na universalização plena do acesso e uso das TICs partem de um plano estratégico de nação conectada – porque reconhecem que essa infraestrutura e tecnologia de forma generalizada e com qualidade de serviço são essenciais para a continuidade e aprofundamento do desenvolvimento econômico e social.

O Brasil é a sétima economia do mundo e deveria ter uma estratégia de nação conectada compatível – o que já vem sendo feito pelas nações do mesmo porte. Pensar em conectividade na ponta generalizada a 1 Mbps em 2014 ou sugerir que essa será a conexão canônica “popular” em 2020 é ficar no século 20, enquanto as outras nações do porte econômico da nossa apontam para velocidades pelo menos uma centena de vezes mais alta, com padrões avançados de qualidade de serviço, já para 2014. Para 2020, então, nem se fale. Leia mais…

07.06.2011 por Joana Varon

Secretaria de Educação de SP vai disponibilizar todo seu material pedagógico na internet

Fonte: Mariana Mandelli – O Estado de S.Paulo

A partir de amanhã, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo vai colocar todo o seu material pedagógico na internet com a licença Creative Commons. Ou seja: o download das obras de todos os programas e projetos da pasta estará disponível no site da secretaria para quem quiser, desde que a fonte seja citada e o uso não seja para fins comerciais. O endereço é http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br.

A ideia surgiu porque, desde que o Programa Ler e Escrever passou a ser implementado, em 2006, a pasta passou a receber solicitações de municípios e Estados de todo o País interessados em utilizar o material. O programa objetiva melhorar as habilidades de leitura e escrita dos alunos do ensino fundamental da rede municipal paulistana. Leia mais…

31.05.2011 por Joana Varon

Contribuição e crítica do CTS à “última fase da revisão da Lei de Direitos Autorais”

Após anos de debate aberto e transparente para a reforma da lei de direitos autorais, o Ministério da Cultura, agindo contrariamente à postura diálogo aberto e colaboração estabelecida até então, solicitou que, entre os dias 25 de abril e 30 de maio, a sociedade enviasse, por meio de formulários postados diretamente para o MinC, suas contribuições para a chamada “última fase da revisão da LDA”.

O Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (CTS-FGV) acredita que a atual etapa do processo de consulta, que se desenrola sem transparência e sem garantia da devida publicação de seu teor na Internet, contraria práticas recentes e bem sucedidas do uso da rede para promover a democracia participativa, modelo pelo qual o Brasil vem se destacando como referência internacional. O envio das contribuições de maneira fechada e unilateral (que não permite comentários) de formulários inviabiliza um verdadeiro debate entre o poder público, a sociedade civil, a academia, a indústria cultural e demais interessados, afastando-se das diretrizes que regem a atuação da Administração Pública e representa, portanto, um retrocesso em relação a todo o caminho percorrido ao longo dos últimos anos.

Ainda assim, oferecemos aqui nossas contribuições referentes aos seguintes pontos, que julgamos mais relevantes dentro daqueles destacados pelo MinC para análise e aperfeiçoamento: limitações aos direitos do autor; usos das obras na internet; reprografia das obras literárias; gestão coletiva de direitos autorais e supervisão das entidades de cobrança e distribuição de direitos.

Espera-se que, ao final dessa fase de consulta, o Ministério da Cultura cumpra com o compromisso de aprimorar a legislação autoral, assegurando a transparência e supervisão das entidades de gestão coletiva, a proteção do autor e o acesso aos bens culturais de maneira condizente com o que foi ressaltado como importante pela sociedade.

26.05.2011 por Joana Varon

Remixofagia – Alegorias de uma revolução

from FLi Multimídia on Vimeo.